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A Fictor, grupo que entrou com pedido de recuperação judicial após o anúncio frustrado de compra do Banco Master, procurou o instituto de previdência dos servidores de Conchal (SP) para oferecer investimentos.
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A informação consta na ata da 146ª Reunião do Comitê de Investimentos do ConchalPrev, ocorrida entre o fim de 2023 e o início de 2024.
Na ocasião, representantes da Fictor apresentaram as Sociedades em Conta de Participação (SCPs) como opção de aplicação para os recursos da aposentadoria dos funcionários públicos municipais.
O comitê, no entanto, recusou o aporte após concluir que esse tipo de investimento não estava previsto na política de investimentos do instituto para o exercício de 2024.
A decisão do ConchalPrev, tomada meses antes da crise que levou a Fictor à recuperação judicial, preservou o patrimônio dos servidores. O grupo acumula dívidas superiores a R$ 4 bilhões e deixou milhares de investidores pessoas físicas e jurídicas sem os recursos aplicados.
O colapso da Fictor foi desencadeado após o anúncio, em novembro de 2025, da intenção de compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em parceria com investidores árabes. Um dia depois, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master, e Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
A repercussão negativa gerou uma onda de resgates por parte dos investidores das SCPs da Fictor, levando o grupo a pedir recuperação judicial em fevereiro de 2026.
Se tivessem investido, os servidores de Conchal poderiam ter perdido parte significativa de suas aposentadorias.
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Matéria publicada em 9 de março de 2026, às 11h34.