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O representante da empresa alemã Waste to Energy, Fabiano Martucci, revelou com exclusividade à 92FM como estão as conversas com a Prefeitura de São João da Boa Vista sobre uma possível implementação do serviço de transformação de resíduos no município.
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Martucci contou que o diálogo teve início após a empresa identificar a demanda na cidade e explicou as etapas do processo que converte resíduos em combustível. “Trabalhei no serviço público durante muitos anos, então eu mapeei algumas cidades que poderia ser interessante fazer esse approach”, explicou.
Segundo o pesquisador, ele também conversou com entidades como o Instituto Planeta Plantar, buscando entender como funciona a gestão de resíduos de São João da Boa Vista, já que atualmente Martucci reside na Alemanha.
Fabiano esclareceu que os processos termoquímicos (como a pirólise) já existem há anos no mercado e oferecem uma solução para problemas como o acúmulo de resíduos no aterro sanitário do município. Ele aponta que esses materiais podem virar desde combustível até fertilizantes.
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O representante da WTE também atualizou o estágio atual das negociações com o poder público municipal. “Nosso contato com a Prefeitura é completamente institucional. Tivemos uma reunião […] e a partir disso, oficializamos esse pedido por meio de um ofício”, revelou.
A ideia, segundo Martucci, é ter um projeto que não onera o Executivo, nem condiciona a Prefeitura a nenhuma contratação – se trata de um estudo preliminar. Em vista disso, outras empresas também poderiam participar de uma eventual licitação.
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Por fim, o representante destacou as razões pelas quais acredita que o projeto seria benéfico para a população de São João da Boa Vista. A primeira está relacionada à saúde pública, já que os dejetos do aterro sanitário da cidade seguem há anos sem tratamento, poluindo o ar e o solo e colocando em risco a integridade dos sanjoanenses.
A segunda razão diz respeito à empregabilidade. “Estamos falando de criação de empregos, e dependendo do tamanho de uma usina, seriam cerca de 80 a 100 novos postos de trabalho“, apontou Martucci.
Por fim, Fabiano esclarece que também é preciso haver uma mudança no comportamento do consumidor, não apenas no processamento dos materiais. “As pessoas tem que ter a consciência da reutilização, da reciclagem e do reuso dos resíduos de materiais”, pontuou.
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Matéria publicada em 19 de março de 2026, às 12h16.