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O major Fernando Medeiros, coordenador da Defesa Civil de São João da Boa Vista, participou da edição de quarta-feira (27) do programa ‘2 EM 1’ para falar sobre o grande número de incêndios recentes no município, segurança pública e temporada de cheias, que deve se iniciar em outubro.
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Após esclarecer quais são as atribuições da Defesa Civil em um município, o major Medeiros apontou que, atualmente, a maior parte do trabalho é direcionada para auxiliar o Corpo de Bombeiros no combate aos incêndios criminosos que atingem vários bairros da cidade.
O coordenador disse que os agentes atuam principalmente na identificação dos autores do incêndio (em parceria com a Polícia Civil), no mapeamento e monitoramento das áreas atingidas, e no auxílio à população atingida ou prejudicada pelo fogo e pelas cinzas.
“O fogo não aparece do nada. Pode até acontecer um fenômeno natural, (…) mas na maioria dos casos, é alguém que deliberadamente faz uma fogueira, ou quer limpar um terreno, ou queimar lixo”, afirma Medeiros.
Ele orienta os moradores a sempre acionar o número 193, do Corpo de Bombeiros, caso seja identificado qualquer foco de incêndio, mesmo que pequeno – e que não se aproximem do fogo, pois esse ato coloca a vida em risco.
O coordenador reforça que os bombeiros de São João também atuam em outras cidades, como São Sebastião da Grama e Vargem Grande do Sul, e que esse apoio torna as operações ainda mais complexas.
Em relação ao patrimônio público, Medeiros esclarece que a função de investigar atos de vandalismo ao danos às estruturas é da Polícia Civil, mas que a Defesa atua constantemente na fiscalização de edifícios históricos para evitar desabamentos, infestações de mofo e outras precariedades.
Segundo o coordenador, os agentes acompanham, vistoriam e produzem relatórios para a Prefeitura quanto à situação dessas construções.
Quanto às enchentes em períodos de cheia, que costumam acontecer entre outubro e março, o major aponta que “a cidade cresceu em volta do córrego São João”, já que a antiga legislação permitia esses assentamentos, e que hoje grande parte desses locais enfrentam problemas com enchentes e transbordamentos em determinadas épocas do ano.
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Outra questão relevante é o descarte incorreto de lixo e resíduos ambientais, que bloqueiam as rotas de vazão dos córregos e rios da cidade e contribuem para as cheias.
Medeiros explica que a construção de alguns piscinões auxiliou na diminuição do problema, mas não na sua resolução. Ele indica que há projetos para a realização de mais duas dessas obras, uma no Jardim Aeroporto e outra “próxima ao supermercado BigBom”. A construção da represa do Jaguari-mirim também auxiliaria na contenção dessas águas.
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O coordenador da Defesa Civil também falou sobre cuidados pessoais ao se deparar com incêndios, interdições e parcerias com forças policiais do Estado. Confira a entrevista completa.
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Matéria publicada em 27 de agosto de 2025, às 12h53.