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Na segunda-feira (21), o setor de Vigilância Epidemiológica promoveu uma coletiva de imprensa no Paço Municipal de São João da Boa Vista com o objetivo de esclarecer o aumento dos registros de hanseníase.
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De acordo com a coordenadora Ludimila Zan, a reunião foi convocada para evitar pânico entre a população, buscando informar a imprensa sobre a real situação do município para que as informações sejam divulgadas com responsabilidade, além de trazer detalhes sobre os sintomas da doença e seu tratamento.
Ela apontou que 179 casos estão em tratamento no momento (com três altas, totalizando 182 registros), mas o número pode passar de 300 ainda nos próximos meses com a chegada dos exames em análise. O aumento é expressivo em comparação a anos anteriores, que chegaram a ter zero registros em outros anos, como em 2022. “É uma vergonha”, afirma Zan sobre o baixo número de notificações no passado, que ela classifica como negligência.
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Segundo Ludimila, não se trata de uma epidemia, mas sim do resultado de um trabalho de conscientização das equipes médicas e da população, já que é uma doença silenciosa que se desenvolve no ambiente familiar e cujos primeiros sinais aparecem em média depois de 5 anos, podendo levar até 20.
A coordenadora destacou que o tratamento é gratuito e não pode ser comprado, devendo ser obtido pela saúde pública. Ele varia de 6 meses a 1 ano. A maior parte dos casos foi identificada no bairro Durval Nicolau, por haver na região uma estrutura de saúde mais especializada no combate à hanseníase.
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O questionário de suspeição de hanseníase começou a ser realizado em 2023 nas unidades de saúde do município, mas os resultados só começaram a aparecer em 2025, quando foram registrados 5 casos da doença. Se o paciente pontua, no mínimo, dois sintomas, ele é encaminhado para os exames que atestarão a presença ou não da bactéria no seu organismo.
Os sinais de alerta são: dormência nas mãos ou pés, formigamentos, áreas na pele sem sensibilidade, cãibras, sensação de agulhadas, manchas na pele, dor nos nervos, caroços no corpo, inchaço nas mãos ou pés, inchaço no rosto, fraqueza nas mãos ou pés, perda de cílios ou sobrancelhas e histórico de hanseníase na família.
.Fátima pontua que é necessário um alto nível de convivência entre os indivíduos para que a doença se propague, e que esse tipo de contato acontece majoritariamente no ambiente familiar. Essa, inclusive, é a razão pela qual o setor faz um “rastreamento” de todos os moradores da residência em que o paciente vive.
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Durante a coletiva, também foram respondidos questionamentos trazidos pela população quanto à situação da hanseníase no município.
Foi levantado que moradores não encontraram teste rápido nas UBS, e Ludimila esclareceu que o teste rápido é pedido sob medida apenas para quem tem sintomas claros, portanto não pode nem deve ser realizado por qualquer cidadão.
Ela disse também que os exames dos pacientes estão sendo adiantados, já que conseguiram resolver a sobrecarga do laboratório responsável, o que solucionaria relatos de demora na emissão dos exames.
Segundo o setor de Vigilância Epidemiológica, hoje, todas as UBS de São João da Boa Vista são capacitadas para identificar e tratar casos de hanseníase.
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Matéria publicada em 23 de setembro de 2026, às 11h24.