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A arquiteta Mariana Falqueiro, responsável pelas obras de reforma e restauração do Santuário do Perpétuo Socorro, em São João da Boa Vista, participou da edição de sexta-feira (24) do programa 2 EM 1.
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Em entrevista ao vivo, Mariana trouxe detalhes quanto aos processos de planejamento, elaboração de gastos e execução das obras que envolvem o Santuário.
A arquiteta conta que a Tapera (empresa responsável pelo restauro) realizou um processo de escaneamento a laser com drones e aparatos modernos para identificar quais ações seriam necessárias durante o período de obras.
Segundo Mariana, a equipe teve dificuldades para acessar o entreforro da igreja dadas as condições da estrutura, sendo necessária a alocação de passarelas temporárias para realizar os trabalhos de análise e restauração.
Na parte externa, foram identificadas três rachaduras “muito fortes”, que posteriormente confirmaram uma certa movimentação na estrutura do santuário. Foi contratado um escritório especializado em reforço estrutural para sanar essa questão.
A arquiteta disse que foi preciso realizar um estudo sobre quais elementos da igreja estavam, de fato, tombados como patrimônio histórico, a fim de organizar quantas equipes seriam escaladas para trabalhar no local. São duas de carpintaria para reformar o telhado, duas de reforço para o entreforro, três de pintura e uma de engenharia civil.
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Até o momento, os seguintes procedimentos foram realizados: recolocação de telhas e nivelamento do telhado, reforço das tesouras de sustentação, prospecções de pintura, preparação das paredes para pintura e tratamento do forro com higienização e tratamento químico.
Mariana apontou que, em relação a estrutura elétrica do santuário, o sistema existente é satisfatório e foram necessários apenas alguns ajustes na fiação para evitar intercorrências futuras.
Já quanto ao custo total da obra, a profissional revelou que “chega na casa dos R$ 5 milhões”, mas que o valor ainda pode ser revisto até o fim do restauro. Segundo Mariana, uma parte do valor será paga pela congregação responsável pela igreja, e a outra, por meio de doações da própria comunidade.
A arquiteta destaca a dificuldade de encontrar profissionais especializados nesse tipo de projeto, e que não há como substituir essa mão de obra humana.
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A previsão inicial para a entrega do santuário reformado é para junho de 2026, mas que provavelmente as obras devem se estender até o segundo semestre do ano.
Também foi idealizada uma exposição dos itens restaurados ao término das obras.
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Matéria publicada em 29 de abril de 2026, às 13h57.